quarta-feira, 29 de julho de 2009

Livre-Arbítrio

Mesmo que alguns tenham a sensação de serem inadequados, de serem “de fora”, de não se identificarem com nada por aqui, ainda há uma razão para “estarem” neste contexo, então talvez valha a pena buscar este entendimento e ir em frente aproveitando bem esta janela de manifestação. Isto em si já é a perspectiva profunda do livre-arbítrio, neste tipo de escolha, da escolha de querer enxergar com neutralidade as coisas como elas realmente são, enfrentando as próprias resistências e não se baseando apenas no que é mais agradavel, porque uma escolha influencia a próxima como uma grande e complexa rede de possibilidades potenciais pela qual se percorre um único caminho.

Esta perspectiva mais profunda do livre-arbítrio demonstra a pronfundidade com que somos responsáveis pelo nosso caminho, tráz um friozinho na barriga, ela nunca dá espaço para que assumamos o papel de vítima mas, quando entendemos essa complexidade sob a luz da evolução e aprendizado constante, uma sensação de euforia, de explorar as possibilidades com alegria surge e então não há o que temer.

Quando pensamos em livre-arbítrio costumamos pensar em “pedir demissão ou aguentar este trabalho”, “ir a festa ou ficar em casa”, “colocar a camisa branca ou a vermelha”, realmente isto tudo está no espectro do livre-arbítrio mas existe todo um raio de ação, num nível mais na raiz das coisas, no qual também exercemos nosso livre-arbítrio, e vamos regendo nosso existir e criando nossa realidade mas, por tocar as ações inconscientes, automáticas e padrôes de comportamentos moldados desde sempre, simplesmente não percebemos.

Tudo fica ainda mais nebuloso por confundirmos nossa essência com nosso EGO, por isso, para exercer o livre-arbítrio é primeiro necessário um processo constante de buscar o auto-conhecimento, limpando entulhos da nossa mente e quebrando padrões novos e antigos, este processo exige tamanha sinceridade consigo mesmo e firmeza de proposito tal que já consiste um treino intenso de livre-arbitrio pois querer “encarar” isto é uma destas escolhas mais profundas e difíceis de botar em prática de verdade (no dia-dia) mas, que pode gerar a capacidade de criar uma realidade mais alinhada com a própria essência.
Como você sente exercer o seu livre-arbítrio? Até que nível você faz isto com consciência? A forma como você utiliza do seu Livre-Arbítrio está direcionando a sua realidade de encontro com a sua essência? Deixe registrado o que surgir na sua mente.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

As Curvas do Caminho

Antes de arrebentar o pé eu me sentia bem, numa época bacana e intensa. (apenas esclarecendo, rompi o tendão de aquiles jogando Futebol e tive que passar por cirurgia e tudo mais para voltar a andar) Me sentia bem porque estava vivendo de acordo com minha essência e, quando fazemos isso, sempre sentimo-nos bem. Mas a essência pode gerar muitas dinâmicas sendo que, muitas dessas nos lançam em direções que fogem do que é o melhor para a gente. Quando “intencionamos a partir da essência” não estando com a mente sob um bom nível de clareza, sendo então uma fantasia, então rumamos para uma ilusão “do melhor”.
O perigo está no fato de, por vir da essência, e rumar para uma ilusão nos sentimos bem e então nos mantemos firmes e confiantes de que está tudo certo. Logo após arrebentar o pé tive, é claro, muitos questionamentos mas, de cara, sabia que algo teria que tirar daquilo tudo, afinal, a vida falou – Agora fique quieto um pouco e pense! – e foi o que fiz. Com o passar dos dias fui analisando a dinâmica pela qual vinha vivendo e fui adimitindo que talvez não fosse mesmo o melhor modo de aplicar a minha visão de mundo.
Dei então um profundo e difícil mergulho para dentro de mim mesmo, sendo franco e sincero (o que é bem dificil dependendo do ponto tocado) e segui indo. Ao final do processo ainda não sabia exatamente qual seria a nova dinâmica de viver que seria a que melhor traduzisse o meu interno mas aí o mesmo sincronismo que me trancou em casa, me tirou dela e essa nova dinâmica foi se configurando significando para mim uma nova e interessante vida.
Você já teve uma experiência que fez com que o rumo da sua vida mudasse totalmente? Ou algum fato que fez você mudar completamente a forma de pensar? Deixe registrado o que surgir na sua mente.

O que sobra

O que em nós é realmente da alma? Tendemos a achar que é a parte de nós que mais gostamos, que sentimos que nos identifica mais profundamente, mas isso ainda deve pertencer ao Ego. Por ser apegado a minha identidade e a minha vida acho isto meio sem graça mas, as vezes tudo está parecendo tão harmônico, beirando a bem-aventurança que faz sentir que a vida entrou no trilho que mais tem a ver com a forma com que vejo a vida e isto realmente dá a sensação de ser um viver ligado a alma mas, basta acontecer qualquer coisa que tire este trem dos trilhos para parecer que então aquilo tão harmônico agora não tem mais sentido – Tsá! Era tudo besteira! - E então me pergunto, se algo externo abala e põe em dúvida tão facilmente aquilo tudo então será que realmente tinha a ver com a alma? Este “se abalar” com certeza é coisa do Ego.
Uma vez me disseram que, quando machuquei o pé e tive que operar e tudo mais, eu mesmo tinha arrebentado o meu pé, eu mesmo criei esta pausa. Será que é aí que está a alma? É essa parte tão oculta que nem me dou conta de sua manifestação mas que rege meu caminho, ignorando o que acho e o que não acho do ponto de vista da minha mente cheia de apegos e erros de leitura. Será a alma o verdadeiro cocheiro da carruagem, dirigindo este veículo segundo as leis mais profundas do universo, que nossa mente passa a vida tentando pra no fim, com sorte, apenas arranhar o compreender?
E para você... o que sobra? O que é "seu" de verdade? Diga o que primeiro vier a mente.

Ajudar o Próximo nem tão Próximo

O ser-humano é incrível, “coitadinhas das criancinhas na África”, pobre daquele que você escutou histórias tristes mas nunca viu de perto. Quando há uma possibilidade real de ajudar, avaliamos as pessoas e as julgamos – “Esta merece” “Este não” – quando ambas tem igualmente carências (materiais ou não). É bem mais fácil escolher por aquele que nunca lhe mostrou defeitos comuns a todos os seres humanos mas que o seu Ego acha inaceitável já demonstrando um grande defeito, o da arrogância de julgar crendo ser isento de qualquer julgamento. Tem aquela frase popular... “fazer o bem sem olhar a quem” já diz tudo... faça uma tatuagem desta frase na sua testa ao contrario para lembrar-se todas as manhãs ao escovar os dentes. Se a moda pega, haja testa!rsrs
O que você acha que todos deveriam tatuar na testa ao contrário? O que as pessoas vivem "pregando" mas elas próprias se esquecem ou fazem diferente?

As Rédeas do Estar Sendo

Fácil acreditar que tudo ficará melhor quando as coisas estão bem, tudo parece tão harmonico, tão encaixado. Como tudo pode parecer tão impossivel de acontecer quando há incerteza olhada com insegurança. Por que a propensão é sempre para o mal final das coisas quando ainda está tudo em aberto? Isto prejudica e atrapalha, deve ser combatido. As frequências mais harmônicas para alinhar a realidade com a essência vem da correta postura mental, o mental que além de ser o grande gerador das nossas ações, dá o tom de nossa interação com o Universo e como ele responde á nós.
Então, ciênte disto, educamos e brigamos com a mente para que ela não se enverede cegamente sob o cabresto da ansiedade mas que mantenha firme a neutralidade, estando sempre aberta para tudo, a noção de tempo incutida em nossa mente nos dá a falsa noção de que, um roteiro definido vai se desenrolando, baseamos este roteiro nas experiências e vivências acumulados e , utilizando de logica e raciocinio, tendemos a esperar resultados e este esperar é influenciado pelo estado de espírito que se alterna em otimismo e pessimismo em relação ao futuro, entre a esperança e o medo (remo bodei). Devemos nos policiar e ter consciência de que o que “vamos sendo” ao longo do tempo está submetido a estes mecanismos e que a sensação que temos do que “vamos sendo” é influenciada e gerada por este mecanismo mas esta sensação não traduz necessariamente a realidade das coisas.

Existe a discussão sobre o que é a realidade e em um nível ela é mesmo o “mundo que percebemos” mas vale a pena exercitar vermo-nos fora do nosso próprio contexto para focar uma realidade mais ampla das coisas, vale a pena exercitar o desapego em relação a realidade que criamos em nossa mente atravez da interação com o meio para permitir que esta vá se enriquecendo ao longo da experiência humana de elementos vindos da realidade maior que conseguimos, com sorte pra não dizer esforço, ver de relance.

O universo é sempre neutro e sempre podemos utilizar suas leis neutras de acordo com nosso livre arbitrio para gerar a nossa realidade. E quando estamos entregues e inconscientes destes mecanismos utilizamos as leis neutras do universo de forma polarizada podendo criar uma realidade agradavel e desagradavel. Por isso deve-se lutar contra o dominio do pessimismo para que ele seja o maestro da nossa utilização das leis universais. Esta prática é difícil quando a dinâmica de nossa mente age sob a batuta do pessimismo e do desanimo pois é como um bêbado ter que se esforçar para andar em linha reta, ele está ciênte de sua situação mas, está ciência não o tira dela. Porém, o esforço consciente é válido e importante mas acima de tudo, antes de forçar a mente, de tentar controlar todo este processo é necessaria apenas uma coisa, simples como o Universo para que este mecanismo nunca seja motivo de preocupação. Basta apenas ficar no AGORA.

O passado e o futuro são conceitos, elementos da mente para funcionarmos de maneira prática no dia-dia e mais nada. Eles na verdade não existem, o fato de existir apenas o AGORA não é um conceito, uma ilustração para insentivar uma melhor maneira de encarar a vida. O AGORA é a única coisa que existe de verdade e, sendo esta uma verdade, todos os caminhos estão sempre abertos.

Algo sobre a realidade...

A lucidez que pode ir envolundo dentro da 3d, onde tudo é denso e dual, é um arduo caminho mas me parece que uma das mais nobres obras que um homem pode construir, pois em outra condição a luz e a clareza são obvias dada a perspectiva da qual a realidade é observada. Mas na condição humana na Terra, na qual todos vivem mergulhados numa realidade aceita por todos, somada as condições penosas da densidade com a dureza da dualidade tiram a obviedade da realidade mais profunda. Despertar e construir uma visão cada vez mais clara das coisas aqui é muito valioso e de muito mérito dada a dificuldade de enxergar além do concreto, sólido e denso, é claro que este mérito depende do que é feito com tal clareza mas se ela é genuína só pode gerar manifestações ligadas a grandeza de espirito.

Para dar um tom óbvio a este pensamento basta ulitizar do próprio mecanismo de como funcionam as coisas, observando das dimensões mais sutis para a 3d esta é perfeitamente compreensivel bem como é igualmente compreensivel que a 3d é apenas mais uma dimensão, mas daqui para as mais sutis simplesmente não vemos nada pois os niveis menos complexos não “enxergam” os mais comlexos sendo assim é necessário um exemplo no qual observamos algo menos complexo que nós para representar a 3d e assim a nossa perspectiva pode simular ser algo mais complexo que a 3d. Imaginando uma folha de papel com circulos desenhados, eles se movem pela superficie do papel, vivem e interagem e, na perspectivas deles, aquele leque de experiências naquela configuração espaço-temporal é a relidade, alguns circulos perguntam-se se não pode haver outras condições de existencia além daquela e muitos outros circulos questionam este questionamento em si, não entendem, não sentem que pode haver outras formas de realidade pois a sua condição física (ser um criculo num plano) é o concreto, é através dela que sentem e precebem tudo.
Desenvolvendo o exemplo desta forma podemos traçar muitos paralelos com as visões dos seres humanos mas não importa, imaginando agora a observação deste papel sobre a mesa e as interações e as “visões de mundo” dos circulos, alguns rindo dos que sentem que você existe e os observa, outros no canto do papel chorando e pedindo que você os ajude. É possivel também ir longe com esse aspecto do exemplo mas não é necessário.

Estamos numa realidade sobreposta por muitas outras mais complexas, e os que têm sua existencia nestas podem nos observar da mesma forma que nos é tão natural observar este papel com circulos. Nós, na 3d, não podemos “tocar” as realidades mais complexas e elas, sendo construidas a partir de frequências diferentes, tampouco nos “tocam”. Mas existe um ponto em que elas interagem, este ponto, do nosso lado, está nas pessoas sensíves e abertas que sintonizam frequências como um rádio. Esta sintonia tem enorme variação quanto a qualidade de recepção e intensidade de sinal e a ela são atribuidos infinitos nomes e formas, dependendo na condição cultural, social e temporal dos seres humanos que dela falam ou usufruem.

Muitas linhas exotéricas falam que pode-se viver como se estivesse na 5d mesmo estando manifesto na 3d. O que marca muito a 3d é a dualidade, creio que dizer “pode-se estar na 5d mesmo estando na 3d” tem a ver com a foma que lidamos com a dualidade. Quando sua vida flui bem, com tudo se movimentando de forma a deixa-lo sentindo-se bem harmonico, você fica com medo de perder algo? Questiona-se se é possivel tal plenitude? Pense de forma bem neutra, você chega a sentir falta de viver algum drama de alguma forma? Se para alguma pergunta deste tipo você precisa pensar mais de um segundo para dizer “não” significa que você ainda está atachado à 3d, apegado a dualidade, precisando dela para crescer e ser impulsionado a unica coisa para a qual aqui nos manifestamos, evoluir.

Analogia

"Seguir o curso do rio... melhorando o barco e aprimorando o barqueiro"

Na frase temos os elementos:

-rio = vida... manifestação do universo
-barquinho = corpo... "eu" manifesto
-barqueiro = espirito

A frase ilustra o cenário de nossa existência, na qual correlacionam-se estes elementos, um submetido ao outro, cada um com suas propriedades, dinâmicas, capacidades e limites. Entender a existência neste prisma leva ao entendimento dos rítimos das coisas, das mais profundas as mais banais. Demonstra que estamos dentro de um contexto com suas leis baseadas na dualidade e na evolução. Não é possível considerar um dos elementos sem levar em conta os demais, focar em ampenas um deforma o entendimento trazendo ansiedade e incompreensão. Entender os limites de ação e de manifestação do barco é importante pois equilibra o barqueiro. Melhorar o barco sem aprimorar o barqueiro é um desperdício de estrutura, assim como aprimorar o barqueiro sem cuidar do barco, é ilógico pois cria-se um potencial que não pode se expressar na sua melhor forma e, represando-se traz frustração.
Quanto ao rio, é possível sempre estuda-lo, medindo, calculando, observando e com isso antever seu humor mas, nunca sabemos quando haverá uma curva mais rápida, uma pedra ou uma queda então o barqueiro deve estar atento a cada instante, preparado para tudo no aqui e agora, para qualquer manobra necessária, e assim se divertir, descendo o rio com harmonia emoção. Lá na frente esse rio desemboca no oceâno e tanto tanto ele quanto o barco e barqueiro se tornarão parte da mesma imensidão quando vistos de cima e de longe. E o rio parecerá uma trilha, única e bem definida, como a vida de cada ser humano.

Mundo Interno X Mundo Externo

É interessante observar a diferença do viver no mundo interno e no mundo externo. Quando, por qualquer motivo, vivemos situações no mundo interno, existe um fluxo, um timming todo harmônico com nosso estado de espírito, se estamos ansiosos, tudo ocorre na velocidade que esta ansiedade exige para que ela nem mesmo seja percebida.
Quando então resolvemos interagir com o meio externo para viver alí aquela mesma situação percebemos o choque, a diferença de fluxo e de timming como estar correndo a toda velocidade e de repente mergulhar num bolco enorme de gelatina, os movimento exigem mais esforço agora e tudo tem outro rítimo, este rítimo é o do Universo, da densidade e compreender esta diferença de rítimo é fundamental para evitarmos as frustrações e ansiedades que vem da percepção de que as coisas não acontecem como planejamos.